Vicente, 2009
Esta foto já é antiga (tem quase 4 anos, o que em vida de gato é algum tempo), mas é provavelmente a minha foto preferida do gordo. Aqui, o Vicente tinha 3 anos e pouco, hoje tem 7 anos e engordou um bocadito mais do que eu gostaria, para o bem dele. Mas é um doce em forma de 8 kgs de gato =)
Foi recolhido da rua, onde estava a miar, muito assustado, enfiado debaixo de um carro (não sei se no motor se numa roda). Devia ter uns 3 meses. Conseguimos apanhá-lo, trouxe-o para casa numa caixa de papelão fechada com fita adesiva e soltei-o numa casa de banho, aflita - o bicho guinchava, gritava (aquilo não era miar!) e trepou pela parede de azulejos, sem apoios, mais ou menos a minha altura. Eu estava num canto, de mãos na cara, à espera de ser atacada. Não fui, mas estive durante dois dias muito desolada pois estava convencida que era impossível sociabilizar aquele bicho, quanto mais conseguir domesticá-lo para o encaminhar para adopção!
Devagarinho, conquistei-o. levava-lhe comida, não tentava tocar-lhe nem fazer festas e sentava-me no chão quieta, a vê-lo comer. Um dia rosnou-me. Depois percebi que não era um rosnado, era um ronronar forte que parava a seguir por medo. Dias depois vinha sentar-se mais perto, acabou por se deitar nos meus pés - quase na pontinha dos pés e sempre cheio de medo. Por fim, deixava-se agarrar, mas nunca ficava ao colo.
Não consegui dono, a única interessada desistiu, no dia em que o veio buscar o bicho bufou, arranhou-a, saltou-lhe dos braços e fugiu, escondeu-se. Desistiu, e nesse dia eu soube que ficava com ele. Em pequenino, dormia ao meu lado, entre as duas almofadas da cama. Cresceu e ficou grande (é um gato gordo, mas também é muito grande), prefere dormir aos pés da cama ou, se estiver frio, enfia-se debaixo da roupa aninhado no meu braço.
Ronrona demasiado alto, tem um miado demasiado agudo para um gatarrão com mais de 8kgs. Continua a ter pânico de desconhecidos, esconde-se e ninguém o vê até as pessoas irem embora. Tem medo da campainha da porta, nunca tentou sair de casa, recusa-se a ir à rua.
Com 7 anos, e agora que é inverno, só quer colo e muitas vezes trabalho no computador com ele em cima de mim, e a tentar aninhar-se em cima de um dos pulsos. Adora o aquecedor, dorme com a cabeça encostada a ele e ficamos sempre a pensar que aquilo deve fazer-lhe mal.
É o meu gato :)
(ele e as outras 3, mas delas falo noutra altura)
Foi recolhido da rua, onde estava a miar, muito assustado, enfiado debaixo de um carro (não sei se no motor se numa roda). Devia ter uns 3 meses. Conseguimos apanhá-lo, trouxe-o para casa numa caixa de papelão fechada com fita adesiva e soltei-o numa casa de banho, aflita - o bicho guinchava, gritava (aquilo não era miar!) e trepou pela parede de azulejos, sem apoios, mais ou menos a minha altura. Eu estava num canto, de mãos na cara, à espera de ser atacada. Não fui, mas estive durante dois dias muito desolada pois estava convencida que era impossível sociabilizar aquele bicho, quanto mais conseguir domesticá-lo para o encaminhar para adopção!
Devagarinho, conquistei-o. levava-lhe comida, não tentava tocar-lhe nem fazer festas e sentava-me no chão quieta, a vê-lo comer. Um dia rosnou-me. Depois percebi que não era um rosnado, era um ronronar forte que parava a seguir por medo. Dias depois vinha sentar-se mais perto, acabou por se deitar nos meus pés - quase na pontinha dos pés e sempre cheio de medo. Por fim, deixava-se agarrar, mas nunca ficava ao colo.
Não consegui dono, a única interessada desistiu, no dia em que o veio buscar o bicho bufou, arranhou-a, saltou-lhe dos braços e fugiu, escondeu-se. Desistiu, e nesse dia eu soube que ficava com ele. Em pequenino, dormia ao meu lado, entre as duas almofadas da cama. Cresceu e ficou grande (é um gato gordo, mas também é muito grande), prefere dormir aos pés da cama ou, se estiver frio, enfia-se debaixo da roupa aninhado no meu braço.
Ronrona demasiado alto, tem um miado demasiado agudo para um gatarrão com mais de 8kgs. Continua a ter pânico de desconhecidos, esconde-se e ninguém o vê até as pessoas irem embora. Tem medo da campainha da porta, nunca tentou sair de casa, recusa-se a ir à rua.
Com 7 anos, e agora que é inverno, só quer colo e muitas vezes trabalho no computador com ele em cima de mim, e a tentar aninhar-se em cima de um dos pulsos. Adora o aquecedor, dorme com a cabeça encostada a ele e ficamos sempre a pensar que aquilo deve fazer-lhe mal.
É o meu gato :)
(ele e as outras 3, mas delas falo noutra altura)




